QUANDO O APOIO POPULAR DECIDE UMA ELEIÇÃO

QUANDO O APOIO POPULAR DECIDE UMA ELEIÇÃO

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ReginaldoIniciei minha participação na vida política de Ouricuri lá atrás no final dos anos oitenta quando ingressei no movimento em defesa da candidatura de Gilvan Coriolano para Deputado Estadual e foi quando tive a primeira grande sensação de vitória eleitoral, pois Gilvan foi eleito e ainda ganhou do Tigre do Araripe nas urnas de Ouricuri. De lá pra cá, enquanto membro ativo do PT presenciei e participei de vários debates políticos para definição  de apoios e de formação de grupos para disputar a eleição.

No entanto, minha participação mais efetiva se deu nas duas últimas eleições e mais fortemente no apoio à candidatura de Cezar de Preto na eleição passada. Pois bem, faço essa introdução para que possamos relembrar três fatos importantes na política de Ouricuri que pode contribuir para o momento que estamos vivendo, com várias candidaturas e alguns se desgarrando certos que o apoio popular ou a chamada adesão popular pode resolver a eleição. E resolve.

Podemos dizer que esta adesão ocorreu em três momentos nas eleições para Prefeito: a primeira foi na eleição de Gilvan Coriolano em 1992 onde de um provável terceiro lugar Gilvan saiu vitorioso, deixando como marca de sua campanha uma grande caminhada nas ruas de Ouricuri com inúmeras carroças e bicicletas no lugar de carros e motos; no ano seguinte, na sua terceira tentativa, a adesão popular se deu em torno da candidatura de Horácio de Melo, numa disputa marcada pela virada nos últimos dias de campanha e que tinha como força natural o carisma de Horácio de Melo.

As eleições seguintes foram marcadas pelo acirramento da disputa entre as famílias Ramos e Coelho e por campanhas caríssimas e super estruturadas porém sem adesão espontânea tanto para um lado quanto para o outro; então que chegamos à eleição de Cezar de Preto, onde a adesão popular foi tão intensa e se deu com tanta espontaneidade que os custos da campanha nem de longe se comparam aos de seu principal adversário Ricardo Ramos. A meu ver dois fatores foram decisivos para esta adesão em torno da candidatura de Cezar de Preto, sua popularidade resultante do seu trabalho como Vereador e por ter surgido de última hora como candidato do grupo, o chamado elemento surpresa.

Pode-se dizer que também foi impulsionado pela tentativa do PMDB local de não ceder a legenda para sua candidatura o que provocou certa comoção a seu favor.

Mas estes três casos de adesão popular tem algo em comum: primeiro que são pessoas com reconhecida participação política e segundo que todos contaram com apoio de grupos e lideranças políticas locais: Gilvan teve o apoio importante do ex-prefeito Biu Ramos; Horácio de Melo teve como vice o ex-prefeito Chico Coelho; e Cezar não somente teve o apoio do grupo coelho como também contou com o apoio de inúmeras lideranças políticas do município. Podemos também citar como exemplo a candidatura de Antônio Fernando, no ano 2000, que surgiu de uma forte demanda popular, por causa da sua luta pela Adutora do Oeste, chegando a pontuar em pesquisas com mais de 40% de aceitação e baixíssima rejeição, mas que não conseguiu agregar forças para chegar competitivo na fase final da eleição.

Pra finalizar trago duas máximas que sempre surgem nas rodas de conversa neste período que antecede as eleições que dizem mais ou menos assim: “em eleição quando se tem prazo não precisa de pressa” e, “em eleição todo apoio é bem vindo”. Só não me perguntem quem são os autores ou se as afirmações estão corretas.

Reginaldo Alves.

Da Redação do Blog do Edy Vieira

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